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NO CENTRO DO ALVO
 


         Volto a usar óculos: borrões dançantes ganham forma antiga e recalchutada de contornos detalhados carregando cores brilhantes e compactas de nuances abundantemente comportadas. As pessoas do ônibus ganham sarda, eu ganho altura, rugas, meio fio da calçada parece um novelo de arquibancada. Na mesa de sempre, a comida do prato parece que vai cair no meu colo, ela inclinou e, se a lei da gravidade do que eu vejo funcionasse... Tonteio. ...Cai o pano. A pálpebra. Desfaleço, sem resistência, drogada pela overdose de alguns graus de lente para miopia com astigmatismo ingerido por olhos surpresos que se abrem pra beber imagens de um mundo menos cheiroso, menos audível e, naturlmente, equilibrista de um único sentido, mesmo que derrapante camicaze suicida de outros. Fiz o teste e juro, quem quiser que faça também: a imagem da lua minguante vista através dos óculos recém feitos não traz o visão do lado dela que não está iluminado, com a ilusão precisa e verdadeira do que é a totalidade, plenitude da lua. Ou seja, o borrão ajuda na percepção da totalidade, das coisas, do nosso pacote de defeitos, da vida, talvez! Rir de óculos pesa mais para alguns músculos da face. As pessoas de óculos normalmente são beijadas com mais precaução, ganham menos abraço, o relaxamento, a volúpia, a impulsividade e uma dança esgualepada não combinam com um óculos em bom estado. Fora isso deveriam escrever numa bula oculística dos óculos que ele causa oleosidade plus nas maças do rosto e nariz.

     Sinceramente, o óculos me cansa, me defende muito. Eu consegui ficar três anos  aprendendo que era possível e tranquilo viver sem ele. Pra pegar ônibus, um truque sociável: uma pergunta informal e desinteressada na parada para saber se o ônibus que eu queria já tinha passado ou ainda não e já havia informado o meu desejo semi-carê-dependente para alguém com aparência simpática, ou de boa intenção, ou que estava esperando cansado um ônibus mais demorado do que o meu e não sabia como passar o tempo. E, ali já havia garimpado um parceiro cúmplice das paradas da vida, que me avisaria quando o meu Mercedão se aproximasse. As pessoas ficam felizes de dar a notícia do nosso ônibus. Sempre! Conhecer pessoas que a gente não espera e que a princípio apenas seriam mais uma a passar entre a massa é um hobby interessante para curiosos ou adoradores de estórias, amante de seres humanos ou até mesmo escultores!

     Com óculos, é comum pensarem que a pessoa tem alguma sabedoria, gosta de ler. Intelectualidade e tal. No meu caso afirmo que não acontece. Gosto, mas não faço. Minha relação com os livros é meio abusiva e displicente. Ganho porque me apaixono por pessoas que gostam de escrever e sempre acham que algum livro combina comigo. Leio e paro. Uma página é como ingresso de play center, largo o livro e vou correndo ao play center. Entro numa livraria, abro um livro em uma página e leio... intuitivo, SHAZAN e tá ali o que precisava saber. É assim, sem possessividade, sem compromisso, sem amarras, relacionamento aberto de poucas páginas e reflexão profunda. Assim. Só consegui entender o que se passava comigo, durante os anos da fase anti-óculos, quando assisti ao filme Dançando no Escuro. Nele, a personagem da Bjork diz que não há nada mais para ser visto. Às vezes não tem mesmo nada, e, o nada também faz parte da visão de quem acha que vê longe e se sente visionário. Bem como o silêncio pode trazer sossego, a indefinição ou escuridão pode trazer algum tipo de paz. Parece fúnebre, mas não tem nada a ver, a menos que a pessoa não fume ou não goze satisfatoriamente ou não consiga dormir profundo ou não tenha a dimensão da pequena morte de cada dia, que a expressão num piscar de olhos faz acontecer.

     Agora estou de óculos, este texto tá orgânico e anti-reflexo. Apesar de tudo, estou tentando bravamente não perder a ternura. Logicamente terei meus momentos de nublado e descanso voluntário, de risada leve e de abraço apertado e beijo desmedido. Combinar a presença consciente da correção com a audácia dependente que é o presente do erro. Afinal, se um dia meus olhos resolveram fazer alguma curva estranha, ganhar filtro natural é porque algo de mim um dia viu certo e quis entortar. Eu, de verdade, euzinha aqui, vejo torto, prazer. Essa tortura é que me é peculiar, traz algo de meu ao mundo, minha lente, meu foco, meu filtro. A sociedade pede um consenso sobre o mundo de fora. A gente põe óculos para ver a mesma coisa. É tanto olhar que o resto dos sentidos perdem o sentido. Nossa inteligência corporal existe, mas facilmente se cala, não se toca, não fede nem cheira. Enfim, é coitada perto do que a necessidade humana de controle entende por inteligência. Tira o óculos aí, um segundo e veja as pessoas sob a SUA ótica insegura, tremida, vesga, míope, catarática, tosca, triste, louca, anormal. E VEJA o que tu és capaz de ver!  



Escrito por PTY às 06h32
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JAPA EM FAMÍLIA..declaração de amor pública!

Hummm...

hihihihihihihihihihihihihihihihihihihihihihihihihihihihhihihihihihihihihihihihihihihihihihiih...

Como é difícil respirar quando não estamos no nosso meio natural...

Aquecer os músculos, alongar e praticar tai-chi pra normalizar a respiração, conservar energia entre ares condicionados frios e carpetes desenhados...

Mesmo que a maquiagem seja de gueixa, a roupa seja kimono, a comida seja sushi, eu me chame sacchet (que se diz saquê...rssss)

O fato é: eu e Letícia fomos ao Hotel de Ville, daqueles chiquéééérrimos, onde tudo por dentro é dourado como se fosse ouro. Mas, somos atrizes a trabalho. Performance para evento. Aventura em mares ainda muito pouco navegados, cara-dura profissional pós palestra técnica chata e mandamos ver. Viram e gostaram. Legal, porra!!!

Correu tudo bem, não saímos correndo, almoçamos gostoso depois de aperitivar um sushi ainda com adrenalina de palco virtual. O trabalho tinha por função brincar com equipamento de vídeo conferência na sala ao lado da palestra, depois dela, antes do almoço...como se eu estivesse no Japão,e, por fim, surpreender com aparição real...tcharaaaaaan... legal......hahahhahahahahah. Cara, conviver mais com a Letícia é legal. A mãe da Lê dá uma lição de fazer com o que se sabe, tocar em frente, vamos lá.. e faz bem. O pai dela é um roterista ótimo que equilibra as principais informações em texto leve e bem humorado... a Lê ainda pode se considerar diplomada em tradução das piadas do seu pai e direção do meu lado atriz. De forma que eu a respeito, me sinto pressionada em correr atrás aonde é complicado... e ainda assim, dever cumprido, fico livre para brincar. Porra, que família é essa? Que bom poder trabalhar em família assim!!!

Fora isso, quase fiz foto com fãs (vejam só, oficinandas em potencial) de braguilha aberta. Nem tudo é perfeito! Comemos Páris chocolate e não era gostoso, não deu água na boca e nem dor de barriga... Quando a gente tá numa boa, com a cota de alegria em dia, pode alguém nos abanar com Paris e vamos gargalhando pra Canoas e nem há motivos pra pensar... Vamos!!!

Vamos..

Ameixas amadurecendo...

no pé ou fora dele, pé descalço ou de bota!

Vamos sim!

Beijos em homenagem aos meus queridos colegas que me fazem grupo!

Sacchet!     



Escrito por PTY às 22h57
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Sim, e a vida foi me apresentantando correnteza forte, sentido norte-sul e um bom karma ou um mal dharma. Assim, fui aprendendo a reconhecer entre troncos e galhos qual o que se adaptaria melhor ao meu corpo, me arranharia menos, ou ao menos, gostoso! Eu fui nandando e bebendo água, de barriga, salgada, da bica... Sim, é pro teu bico: pessoa que sabe que a vida é agora e que daqui a pouco por mais que se planeje, não há garantia de nada. Então...

Entenda que é agora o momento do poder. De querer tudo e lutar, não poupar, não zombar de si por gostar. Entenda que a única justificativa que não necessita de argumentos é o amor. Esse traz consigo o brilho nos olhos. Deixa que o brilho reflita o que está fora, como um espelho que o todo se vê bonito através do teu filtro.

Tatuagens de amor... Marcas de algo forte que merece beijo. Lembra? Sim, sim... respeito! Amo o teu amor, logo te amo ainda mais. É a vida! é a propagação e a proteção do que é bom.

Logo estarei contigo... Logo

Logo

Logo

Logo.

Beijos

 



Escrito por PTY às 23h09
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Delicadeza

Aonde estava ele que eu não sabia!

Intuia, mas conhecer é diferente

começar a conhecer.. coisa boa!

E não quero parar de conhecer nunca mais.

Como é bom quando a gente inspira delicadeza.

E a delicadeza também sabe ser deliciosamente brutal!

Paradoxos da vida, da dança da vida!

Te encontro brevemente, homem!

E sabe porque o texto é curto!

Pra continuar na carne!

Beijos!  



Escrito por PTY às 18h07
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um dois três e JÁÁÁÁÁ!!!!!!

Ahhhhh,,,,,vamos?
Esqueça os relógios, os calendáris, baby!
Te guia pelas gotas de chuvas na pele, o sol que bate nos olhos!
Deixa os teus poros bêbados de vida
e me abrace forte, vai...
assim ..isso..
meio deslizante de tecido orgânico,
sim, com língua e tudo!
A respiração é natural e já vem com gemido tênue de pouca dor prazeirosa, volume baixo, embutido.
Alcançãvel!!!!
Aula de biologia a dois, pois, pré-pós... pesquisaremos muitas zonas.
Pesquisa de campo: muuuuuuu, cocoricó, todo o celeiro, fazenda, feno e...
Divertidamente inosados...sem facilitar nem um pouco a resolução!
Que zona!!! Qualquemquemãoonde, hummm...
Haahahaha... malandro!
Essa é boa! Te abraço, te mordo o braço...ai!
Beijo o teu pescoço (lábios se entre-abrem, semi fecham (com som privê para o ouvido sorteado)
palavras de sabor passeiam por voltinhas das bordas da orelha. E as coisas mais simplesé que importam, consentido mesmo que ainda sem todo o sentido, já é sentido de aluma forma. Sirvo lingua inventada, tuas risadas, ar quente e gelado, condicionado-boca com variações bruscas de temperatura pra combinar com o gosto de furacões machos sem foco definido! 
Faz tempo que não nos falamos claramente, só na penumbra virtual... preciso colher algum depoimento teu com a boca!
Bruto? Líquido?Quando?
Não importa, mate os quandos e todos os tempos!
Depois.. chama forte, ateia o fogo, me pega, pegando, sabe como?
Só presente, presença física e o tudo o quanto antes possível!
Primeiro me veja, aprecie sem moderação...
Proibido limite-temporal sem toque e somente olhar.com:
 Desejo,
resposta será positiva, só pra ti essa, assim, ao  menos!
Ninguém mais tem a senha....
Consegue imaginar no que todas as extremidades do teu corpo estão conectadas agora???
Beijo de nescafé vanilla sem açúcar,
Pall mall azul,
halls preto quebrado
e 2 língu@s no agora-sempre-forever céu (da boca)!


Escrito por PTY às 13h51
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Hahaha...foda, foda dupla, dupla foda! Ontem chegou o Cyril aqui. Vai passar umas 2 semanas e ficar na minha casa com minha família. Peguei uma mania de merda... antes de dormir dou uma Zapeadinha I Ching... sem saber da programação da TV a Cabo...
E...
Último Tango (caralhoooo...de novo!!!!) só q na Ulbra Tv, nem sei o número do canal. Achei q era outro filme pq o cabelo da atriz tava diferente. Vi de uma parte aonde eles transam na frente de uma janela até aonde eu tinha visto outro dia. Antes de ontem... sei lá...estou com o calendário dando voltas na minha cabeça em relação a esse filme doido. E sei q tu pensando q isso tudo é um papo furado gostoso de mandar calar... hehehe!
Os silêncios do filme são:
....foda!
Ontem comecei vendo desde a transa da janela até ele se barbeando, ela com aquele papinho dela de "o q estamos fazendo aqui? Defina, por favor...". Precisava dormir...Fui.
Não consegui dormir.
Pensei inúmeras vezes em te ligar. Eram  3h30min da madrugada.... vê q loucura.... Merd...Aquele homem me excita.. tu me excita. O ator Marlon Brando ali me excita... a guria me excita como eu me excitaria a mim mesma! Masturbação na idade adulta...literalmente sem... (palavras)......
Aquele é o ponto. O bem do meio...o ponto, p!
Não consegui ver o início, nem o final desse filme!
Exatamente. É o ponto. Tudo ali é um ponto. Meu ponto. Teu ponto. Quanto ponto e não tinha final!!! 
Eu só vi 2 pedaços de filme q anda me perseguindo pela tv a cabo madrugada a dentro...e eu a ele.
Depois na tortura eu me perguntava: será q só a deliciosa brutalidade criativa me satisfaz?..... afeto q não tenha nome de afeto, seja livre, seja um algo como a sigla PTY...tanto pra mais, qto pra menos, sem culpa por isso....... mas eu morro me mato e mato de culpa, por culpa tb! 
Pq tu assumiu essa posição importante na minha vida? Importante em volume, volume simbólico..ahahhahahaha! Essa forma q eu quero chamar de amor, mas eu não sei como se chama... talvez seja um grunhido mesmo.
O q eu sou pra ti além dessa merda dessa sigla PTY na agenda do teu celular, anda...quero ouvir, quero ouvir, preciso....
Tu tá feliz....q se dane, tudo bem, vai te fuder...tudo de bom. Pra vocês...lógico...q sortuda, tu vai ficar broxa...a velha merece um vibrador de natal...kkkkkkkkkk..... Não adianta, nada de amiguinha sociável! Isso é muito pouco... um papel mal feito...quem sabe simplesmente apareço...deixa assim...Acho q não, deixa rolar... Ritmo louco de quarto abandonado de hotel no centro... ou de beira de praia.  
E, será q a gente pode ter orgasmo por telepatia, sem se encostar? Aquele momento é tão simples e belo e traduz tanto do q eu tento, queria , viajo e não é q... ahhh, esse monte de palavras não querem dizer nada. Ou estou perto rolando entregue pela cama, preguiça querendo, não querendo... caindo dela, pra longe e pra perto de ti, é isso q eu tô fazendo agora...meu texto .....debate....dentro...mim e ti...o resto não existe!!!
Meu coração ontem ficou pesado. Era físico mesmo, pesado. Como se tivesse sangue mais espesso passando nele... e deu vontade de chorar, mas só conseguia ter imagens de tesão e, deitada, meu quadril mexia, apertava os glúteos, arrebitava a bunda...sutil, gostoso, macio...pra mim, pra ti, pro Paul, pro mundo, pra o sono q não vinha nunca. 
Olha só...(Aí tu diz com a voz bem grossa..."olho, tô olhando"). Tudo é uma grande brincadeira? Ou só existe aí uma puta fuga da pior das realidades. Ou ambas? Ou nenhuma, pq realidade não existe e o que aconteceu e acontece é muito mais real do uma relação de 8 anos ou 13 anos com alguém se aprendeu a conhecer bastante coisa um do outro. E ...o que é conhecer o outro?
Te vejo boiar num mar de loucuras e letras e vou comendo uma por uma, tipo sopa de letrinhas... e qdo resta P-A-U-L-O dou uma risada, mas antes minhas tripas deram um nó, involuntário. Qdo lembro da gente fica esse troço de carinho com o q nem sei dizer. É bom, lógico, mas tá num tempo e num espaço paralelo com a vida, ou a vida não é vida então.
Acho q estou um pouco desequilibrada!
Preciso de um litcho! (era o q a Nina dizia em Buenos Aires) Necessito de un litcho, muuuuucho!!! Ela queria um lixo para colocar o seu lixo...hahahahahahahhaha!
Claro q ela naquele desespero sem ser entendida, quase trouxeram ou pensaram em trazer um remedinho.
Caraca.....
espero q passe
Sr. Encrenca!
Tenho ódio de ti!
Teu jeito, tua forma de me tratar...de repente!
Não bastando ser o maior galinha...tiro pra todos os lados, ainda assim arranjou uma namorada!  Lindo!!! As pessoas q estão hj na minha vida estão com cara de paliativos! E, por outro lado quem só tá afim de transar comigo geralmente não tem um outro alcance... não sabe usufruir do melhor de mim......PORRA......
E agora...te pedi aquela foto e tu não me manda e, agora q disse isso aí sim é q não vai mandar!
 
vai te fuder...tu e tua namorada... bem gostoso! dedica uma boa foda pra mim! (tá vendo como sou bondosa...sou a madre tereza de calcutá...só desejo o bem...sou nobre...Patrícia quer dizer, nobre...KKKKKK)
 
Ah.. q merda!!!!!
Quero comprar todos os filmes Último Tango em Paris...
DVD, VHS, negativos....TUDO!!! Quero q ninguém mais possa passá-los na madrugada
e vou deixá-los guardados às sete chaves... Forrar um colchão daquelas fitas todas emaranhadas. Pra ver se ali está o segredo de eu dormir bem, sonho e realidade tesuda, isso sim! Daí nunca verei o final. Hahahahahaha...quero ter o controle...(brincar de ter pelo menos...do filme já me bastaria!)
Bosta!!!
Quero fazer um filme de Almodóvar, aonde eu me envolva com algum personagem feito pelo ator, primo do Omar, Darío Grandinetti, aproveitando a semelhança, lógico...um tipo "Fale com Ella" q seria Fale com ele. E no filme quem se mataria  seria eu. E ele choraria. Seria um tipo de revide cinematográfico. Juro q queria.
Quero te matar!
(sentido mais q poético, carnal, aparentemente banal de tão profundamente carnal, seu verme!!)
Tanta irritação pra me fazer explodir em tudo o q sou agora!!! 
Trepe com amor aí!
Numa árvore, aonde tu queira!
Faz valer se puder!!! Hahahahahaha
Eu acho q não te amo, mesmo!
Não sei o q dizer...
Já disse tanto, é tudo tão confuso...
Pra q dizer tantas vezes "eu te amo"!!!
A confusão é muito mais deliciosa..
Depois da certeza do amor, pra onde se vai? 
Adianta dizer?
PTY   


Escrito por PTY às 17h08
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não resisti à imagem...



Escrito por PTY às 02h06
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SEM IMAGEM

CRUEZA DE LETRAS...

TIPO CENA DA MANTEIGA DO ÚLTIMO TANGO EM PARIS

COMO SABIA???



Escrito por PTY às 01h55
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Ai, isso dói, pô (dedinho na boca). É!

Priimeira vez no msn

Boca livre e deleite!

pra bloquear e deletar

pô viu eu dando tchau sem dar!?

celular: editar: apelido: apagar

A pagar?

sim!

com um monte de "nada e mim"

e sua vida!

(ai, q maldade...e comigo tb!)

Rssss

 



Escrito por PTY às 14h33
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Hoje tem Ovelha Negra - Pocket Sonoro

Béééééééééé

Béééééééééééé

Béééééééééééééééé

Eu ajudo a contar a história, sou um pouco do bar, jogador de peças de xadrez, o rio com pequenas ondas, canto de lavadeiras, Ovelha Negra e seus passos, um fósforo sendo acendido... um coral no templo, camelôa, caminhão do lixo, remexendo em cacarecos dentro de uma carcaça de máquina de lavar roupas.

Amo ouvidos desconhecidos e curiosos, sorrisos vendados, passos vacilantes, mãos entregues...

Trabalho-ator

Delicado.  



Escrito por PTY às 12h50
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QUIERO VER...QUIERO ENTRAR...

        Corpo e espírito.

Não adianta que não me fragmento.

 A gente se fragmenta quando está em conflito e ele é o que move qualquer evolução.

Conflito vira pergunta se quiser ter resposta.

Não querer é morar na dúvida. 

Este lugar...DÚVIDA... por mais disfarçado que esteja. é uma GRANDE merda.

        Questão é: para subir um degrau na evolução humana, é preciso estar sobre as duas pernas, o útero é parte essencial do ciclo, negócio é saber o que se faz com ele neste minuto, mesmo pra quem não os tem, um dia saiu dali e dá no mesmo. Coração bate, tripas des-coordenam emoções e a cabeça em cima vendo tudo, decidindo racionalmente sobre essa legião corporal nada racional e selvagemente involuntária...

         Será que a questão é domesticar instintos, ou lapidá-los?

 Um jeito parece que suprime, outro incorpora. Isso parece gentilmente melhor resolver-se. 

Né?

        Agora imagina isso usando a ti mesmo como exemplo: atravessando o centro do crânio um fino corredor fluxo de energia que passa pelo teu centro te dividindo em frente, trás, lado esquerdo e direito, parte inferior e superior. Nesse fio corre fogo, ar, água e lá no fim dos pés, nos dedos e calcanhares todo esse fluxo se ramifica e afunda solo abaixo... a raiz imaginária é cravada e se alimenta do que ela própria necessita, descarrega o que é desnecessário para seu bom funcionamento, sabedoria X peso morto.

         Com raiz forte, maior a possibilidade de voar e desprender-se, fio terra saudável, pessoal e invisível. Ele vai da tua capacidade de deixar sair, entregar para o solo, deixar sementes, adubar... ser o próprio adubo, ao cair, desfalecer, nobremente carne rica de proteína, deixar morrer e devolver a energia virando adubo, brilho e luz da vida acham seu lugar por aí... (Talvez numa lembrança, tropeço, num momento inusitado! Num texto.)

        INTEGRALIDADE: troço aparentemente ultra-complicado que me cai como ofuscador de tantos desejos malucos!  Assim é possível subir o tal degrau, um a um. Custa, pô, sempre custa!!! TUDO quando vale a pena CUSTA... e não é pouco! Até viver feito bicho custa a fragmentação das emoções sutis, e com isso vai a gente sutilmente deixando de ser GENTE.... A auto-disciplina pede que se vença o rebelde primitivo que é louco por andar no térreo, no SUBMUNDO. que deveras é importante sim. A gente aprende por lá a mostrar a língua e chamar amigos, porque é fácil perceber como nunca faltam "amigos" para co-alimentar intstintos na tentativa de exorcizar nosso lado mais primitivo. Quem não sabe disso não subiu nem um degrau da escadaria. Digo e assumo que o lado primitivo é tão delícia de praticar, que pode deixar qualquer emoção entrar em coma por anos. Sabe, a conquista de certa inteireza me custou alguns degraus que eu não desco. Não tô afim de descer. Quer subir? 
(Puxa, isso aqui tá maior papo de professora chata. Mestre Zen, Evangelho segundo o espiritismo, Tantra...tudo! Sou capaz de assumir isso na boa. Mas isso também sou eu. Saiba. Se não fossem um dia me dizerem-me coisas assim, provavelmente eu não estaria aqui. Produzir é nada mais do que troca de generosidades entre as pessas. Alguém no mundo tem que fazer o trabalho "chato". Faz parte da troca. Tá aqui porque hein? O que te trouxe. Não imaginou que ia ter que pensar sobre outros cantos e lados da vida nem tão claros... nem tão escuros, meus, teus?
        É, a vida é atitude de juntar cacos daqui e dali pra se sentir algo de inteiro... Gozar a cada pedaço e isso é a cola que junta um todo nunca completo. Eu estou nessa busca, de quatro, sem tanto orgulho... mas é pra catar Patrícias que cairam sem eu perceber. Pedaços até vitais que se perderam e tive que voltar meu rosto pra trás pra achar. Agora peguei uma parte importante e colei, pareço remendada, mas é isso! Não pretendo deixar que ela caia em qualquer tropeço, e se rirem, tudo bem! Mesmo! Taqui ó. Se tiver respeito eu mostro, até deixo tocar. Cicatriz, tem beleza nisso. Sério. Fecho teus olhos e te toco suavemente, só pele com pele e te faço voltar a sentir. Sem problemas... Só por sensação crua. Tu te controlaria, sem controle? É possível isso? Desafio. A maior luta que nunca se vence definitivamente é a interna. Essa é que é foda, né! Essa te vence por esmorecimento, por fragmentação de partes vitais
        Assim, te reúne aí... foi bem bom, né? Depois me chama... sem peso! Sou de densidade boa, peso-pluma, coluna boa e flexível, reconheço, reverencio, alongo nobremente para passar por quem quer que seja. E pra deixar que passem por mim também.


Escrito por PTY às 01h03
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        Ele me liga hoje à tardinha, bem na hora em que acabo de comer um McDuplo e estou sentada no banquinho em frente ao Mc Internet, hummm....vício&vício... toca o celular e não conheço o número....alô e voz dele....hummm (interno) vício.
        Vícios estão para mim feito abelha para coca normal. Porra, o homem esse não teria melhor hora para ligar, não? Justo agora, estou comodamente sentada (montada) num "modess" noturno com abas enormes, supercio e parto de coágulos ao lado de uma Mcfestinha cheia de crianças Mcalegres. Coincidência ou não, ele é casado e estava em uma festa de crianças com suas filhas, uma com 6, outra com 12 anos... Poderíamos ter filhos bonitos, eu conhecer suas filhas...eu estou com 30 anos, acabo de perder a possibilidade de ser mãe e comemoro isso... Mcidiota Feliz ...Confesso que eu pensava nele quando pedi para a Mcmulher que me atendia liberar o computador. Confesso que meu ADSL em casa não tem a mesma graça dos que estão nos cyber ou no Mc. da Silva Só. Preciso me sentir traindo alguém também, nem que seja o pc.
 
        Ontem foi nossa segunda conversa, minha e do Samurai. Mostrou sua espada e uma surpresa boa... silhueta de luta sobre um céu pano de fundo paz..... me enviou o arquivo desta foto... excitantemente elétrico define melhor esse nosso papo multi-tudo no msn...gostoso mesmo, como se uma mulher com nobre vocação para gueixa encontrasse o seu samurai expert em defesa pessoal... faixa preta? Hummmm, sim, e forte, deliciosamente controlado e sedento por perder boa parte desse controle.. aqui, em mim ...pode vir... e: vontade de sair correndo... um cara com capacidade de respeitar profundamente às tradições, mas tem algo que reconheço e muito bem... no olhar, no jeito... sinto o pulsar que o atormenta por detrás de força inteligente, controle, sabedoria refinada, gestos precisos. Reconheço o pulsar com meu faro de felina... e gosto. 
 
Escuta aqui, homem:
- Eu sei que tu não és presa fácil, mas se deixa ferir por amor. Gostaria que lambessem tuas feridas?
 
        Juro que não é racional, apenas sei que alimento isso nele, talvez porque somos parecidos. Sei instintivamente o que passa e fervilha dentro das tripas dele, tipo um desejo de me pegar pela mão e sair correndo, forte, longe, perto, aqui do lado, deliciosamente em cima... onde misturaríamos som de cachoeira, poesia, chuva, corpos soltos, galhos presos com sol se pondo, risada chorosa com água doce desaguando no mar. Nós assim, livres e malucos correndo para um canto qualquer do mundo, de um apartamento, biblioteca, templo, festa, casa, celeiro, fazenda, acampamento, quartel, tatame, banheiro, repartição, debaixo da mesa... Talvez não precisássemos dizer nada, ele é mestre de lutas e eu de dançar o que minha alma pede. Entre nós, só um diálogo de silêncios e um que outro gemido ou respiração mais forte pra expressar o que importa. Nós loucos em qualquer canto...e a palavra qualquer, nesse contexto me arrepia e dá até medo. Meu perfil kamikase precisa aprender melhor sobre voluntariado e auto-defesa. Quem sabe não é isso, dançaremos algo juntos e aprenderemos a nos defender de forma saudável, equilibradamente, sem riscos de machucados graves. Enquanto mais e mais vida corre por nossas veias? 
        É que eu não navego, eu surfo...não tenho barco, nem carcaça que me defenda. Tenho uma pequena prancha e pele que vai direto me colocar na onda e no banho de sal grosso para descarrego. Minha pele, por exemplo, faz muito pouco tempo que aprendeu sobre a função de filtro. Sou do tipo multi-ninfa-puta-amiga-amante-namorada, noiva não, sou mulher que beija na boca e se apaixona, ama e chora e ri por gozo da vida... Afinal a vida te dá o direito de sentir felicidade e sofrer e a consciência de ver que tudo é uma questão de escolha... precisa e afiada como o fio da espada que o samurai carrega com ele. Vou ficar forte em auto-controle, defesa pessoal, força bruta e posso até jurar que te derrubo, e, se derrubar, caio junto! Prometo! Feito?
 


Escrito por PTY às 23h44
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GODOT NA ARTE, PROMETEU Q IA ME COMER ENTÃO ME ASSA COM ESSE FOGO AÍ E COME, CARÁI...

LEIA PRIMEIRO O TEXTO ABAIXO DESSE AQUI, SE NÃO..........VOCÊ NÃO IRÁ PARA O CÉU E UNS ANJOS BEM INTENCIONADOS E PREGUIÇOSOS VÃO TE SOBREVOAR)

PORRA DEUS, AQUI, AQUI........ me dá uma arte que chegue nisso, nessa experiência e ...pô, quero gozar, quero peça de teatro que me dê esse frio na barriga, se não,  não chegou na pulsação da vida, está no fake e não pega onda, não pega ninguém. Taí minha exigência, minha puta exigência na vida de atriz. Quero de novo aquela vibração e conseguir unir tudo num grande mar de levar o espectador a mergulhar ou voar, é preciso encaixe. Vai dar, vou dar. Dê, aí, porra! gente do teatro é bem louca mesmo: “Ei, rapá, vamos nessa que é boa!?” E, como criança de planonda vira de bunda pro espumão, e chuááááá deixa ele te levar, chacoalha, carona gostosa, sem papo furado! Agora me entendo, SURFISTA, assim, quero também no teatro. E dá-lhe banho de sal grosso na ARTE! Ritual, Artaud na veia, não fujo e não julgo mais aquilo que não compreendo. É mesmo trepar com Dionísio para lavar a alma e... sinto que às vezes, determinadas artes não não chegam nem a molhar os pés. É difícil porque aexigência nesse caso é alta! Sou um monte de tripa que pede expressão que pede disciplina que pede clareza, que pede escolha que pede vontade, que pede prazer, que pede um ponto, que pede concentração, que pede a inteligência da simplicidade do requinte. Fui longe, ainda vou mais, muito mais. Vou nessa!



Escrito por PTY às 02h50
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OVELHA NEGRA, CORDEIRO DE DEUS, EL ROLLO ES NUESTRO!

v. 3 - Y ninguno, ni en el cielo ni en la tierra ni debajo de la tierra, podía abrir el libro, ni aun mirarlo - No se encontró a nadie en toda la creación (en el cielo, o en la tierra o debajo de la tierra, comparar con Fil. 2:10) que fuera digno de abrir el rollo. Más adelante "todo lo creado que está en el cielo, y sobre la tierra, y debajo de la tierra, y en el mar, y todas las cosas que en ellos hay" alaban al que puede abrir el rollo (5:13). No puede ser leído hasta que los sellos sean rotos (ver Is. 29:11).

Cada vez o espaço é mais vazio, entro mar adentro e os golfinhos não me levam pra passear, não me olham, não estão lá. Lembro-me do tempo em que eu surfava e eles iam na cara dura disputando ondas comigo, era um luxo surfar ao lado deles que saltavam....... era como se algo em mim ganhasse aquela alegria, que não vem do brinco, do broche, do quadro na parede, vem do bicho mesmo, da risada estranha, dá água que ele me joga na cara quando salta! Ahahahahahahaha...em Torres eles são pretos, já tomei vários sustos por pensar que eram tubarões... Sim, é para poucos, eu sei, tenho que aprender a aceitar que tenho algumas experiências especiais e não me esconder delas, não virar pérola enclausurada na minha própria pele-ostra ferida.

Vou contar aqui o meu primeiro contato real com um Deus e sua Ovelha Negra. Foi salgado e forte. Tinha anoitecido e eu resolvi ficar surfando, eram 22hs 30 minutos mais ou menos, noite fechada. Escolhi uma onda grande, aquela sombra ia se movendo, aumentando por trás e no meu lado direito, muita tensão convertida em atenção, e a sombra tinha som de bafo fresco e listras de luz alaranjadas brilhantes, pincéis postes do calçadão pintavam o azul mais marinho que se tem idéia. Ali deitada na prancha (de bodyboard), resolvi executar uma manobra que vinha treinando fazia tempo. O El Rollo ell rollo. É como se fosse um loop numa montanha-onda-russa.  É posicionar o corpo e usar a força da onda para o giro. A única coisa que o corpo faz é QUERER, COLOCAR A INTENÇÃO NA PONTA DO NARIZ e fazer com que o CORPO SE ENTREGUE para a onda. É como um beijo gostoso, com lambida sonora do lip (beiço) da onda nas costas da prancha.... Ughhhhh... indescritível (mesmo tentando descrever). Sim, é um gozo! Nesse dia, a exatidão do momento do "não pensar" fez de mim algo de ápice indefinido entre maturidade técnica do surf e bênção espiritual. Aí nesta alquimia está a verdadeira dança da vida e da arte, somente vivida, aonde as dúvidas são juntas uma única sombra que deu a pista para o beijo d’água e o vôo. Nada mais, e chegamos à tal comunhão que não precisa de hóstia, tira a farinha, deixa a água e o sal e o meu corpo de Cristo, na Crista da Onda. E no momento que estava eu, na velocidade máxima, altura máxima, portanto, no ponto 0, há a projeção aérea, barriga para o céu, cabeça relaxa e, olhos abertos. Tive, sem dúvida, uma vista privilegiada: companhia de estrelas e uma lua cheia, *****corpo solto na eternidade*****, vi que por segundos é só querer, e sé é estrela, faltou um alguém estar vendo e batizar, Planeta PTY, eu era, era mais um, eu fazia parte daquilo tudo e nunca meu sangue correu tanto de felicidade. Na volta da manobra , o mar me recebe de volta, base da onda, confortável, encaixando veloz, graciosa, como uma Iansã é atendida por Yemanjá. Tudo muito macio, leve, fluido, tudo era uma coisa só e isso era o meu entendimento de deus, e um entendimento muito mais forte, porque ao invés de vir do cérebro e julgar que vem do coração, vem das tripas mesmo. Gritei o grito mais alto que pude, para o deus é inteiro e reconhece na gente a intensidade, porque assim o alcança dentro e fora de mim. Como se necessitasse agradecer, brindando com ele o nosso playground mundo aquático que nos serve, que ta ali, sublime, vivo, louco pra brincar de nos fazer felizes com aquele azul ou verde ou marrom, mas monotonia nunca. É ele quem me domesticou, quem me colocou sensação de grão de areia, gota d’água e que existe ali um deus simples que também ta em tantos outros lugares e na missa de domingo. Ele me deu regras claras que são tão subjetivas quanto a vida e as relações, e, se não houver versatilidade, aderência, certo domínio, deixar passar, por escolha, deixar morrer o sol no horizonte, ver nascer, ver relâmpejar e curtir, brincar na chuva doce ou ácida, falar com o eco das furnas do morro da minha infância em Torres. Pular da pedra para o meio do oceano, sentir aquela adrenalina de “é agora!”... No dia aquele em que virei mais um astro, descobri o que é rezar. Rezando aquilo que tranbordava do meu peito, energia pura que ia até o gargalo boca e derramava palavras sonoras bonitas, mas não por tradição, mas por total sinceridade de sentimento.  



Escrito por PTY às 02h46
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Raios!

Sim, com toda a força... abre uma brecha, esgarça, ramifica, ofusca!

E zomba daquilo terra fértil que machuca.

Eletrifica o que tava inerte...

Nuvens carregadas e feridas

Encostam...

Cadê a chuva?

Cadê a chuva?

Cadê a chuva?



Escrito por PTY às 01h34
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